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  • Léia da Rosa dos Santos

ANSIEDADE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA: QUANDO PROCURAR PSICÓLOGO INFANTIL?


A ansiedade é um dos transtornos mais comuns na infância e na adolescência, ocorrendo em 5 a 19% dessa população, se não tiver tratamento adequado pode agravar o seu quadro e trazer mais comorbidades como depressão, abuso de substâncias e desempenho escolar prejudicado no início da vida adulta

( GORMEZ; STALLARD, 2017).


A ansiedade é o medo ou preocupação excessiva e exagerada e antecipada sobre situações futuras e que provavelmente nem acontecerá, normalmente são previsões catastróficas, ou seja, com o pior cenário possível, mas o cérebro não faz a distinção entre um pensamento sobre algo real ou sobre algo imaginado.


A diferença entre o medo e ansiedade normal, para ansiedade que precisa de tratamento está relacionado a sua intensidade excessiva e pela frequência além do que seria esperado naquela situação, ou para aquele nível de desenvolvimento (DSM- V, 2014).


E assim ele ativa o sistema nervoso simpático responsável pelo nosso sistema de luta e fuga, que por consequência libera adrenalina e cortisol em nosso corrente sanguínea e ativa várias partes do nosso corpo também e ai que aparece os sintomas físicos mais encontrados em crianças que estão com ansiedade como: suor excessivo, tontura, vertigem, tensão muscular, desconforto estomacal, batimentos cardíacos acelerados, boca seca, respiração ofegante, tremores, no na garganta, frio ou desconforto na barriga (GORAYEB, 2014).


Algumas alterações no humor que podem ocorrer são: preocupação excessiva, apreensão, pânico, medo, e irritabilidades, alguns adolescentes ainda relatam sentir nauseados (FRIEDBERG; McCLURE,2019).


Os sintomas comportamentais mais comum é a evitação das situações temidas, e que acarretam em prejuízo na escola, trabalho, problemas de relacionamento com colegas, conflitos familiares, e pode ainda estar presente: roer unhas, chupar os dedos, compulsão, hipervigilância e ainda podem apresentar-se distraídas e inquietas ( FRIEDBERG; McCLURE, 2019).


O tratamento mais indicado de acordo com estudos é a Terapia Cognitiva Comportamental (GORMEZ; STALLARD, 2017), é um tratamento de primeira linha para ansiedade e para outras questões como depressão (BAKOS; FRIEDBERG, 2017).


O foco do tratamento consiste em: compreender, testar e questionar os significados e interpretações que a criança faz sobre as coisas que acontecem, aprender a lidar com as emoções, desenvolver capacidade de enfrentamento das situações temidas, esse trabalho mediado por diversos recursos lúdicos e terapêuticos como (argila, massa de modelar, tinta, fantoches, trechos de música, filme ou desenho, desenho, jogos, e entre outros.


E além disso são utilizadas técnicas como: relaxamento guiado, meditação, mindfulness, biofeeback, respiração diafragmática, relaxamento de Jacobson, que ajudam o paciente a regular as emoções, relaxar o corpo e a mente, manejar a ansiedade de maneira adequada, e com isso também ir adquirindo habilidade de enfrentamento das situações antes temidas ou que geravam muito sofrimento, assim o paciente adquire qualidade de vida, bem estar e consegue se desenvolver de maneira saudável. Em alguns casos é necessária o uso combinado da medicação e da psicoterapia, e então nesses casos é o médico psiquiatra que fará avaliação da necessidade e a prescrição da medicação.


Psicóloga Léia da Rosa dos Santos

CRP 08/22524


Referência Bibliográfica:

DAKOS; FRIEDBERG Atualização em Terapia Cognitivo- Comportamental com Crianças e adolescentes. 2017. in: A prática cognitiva na infância e na adolescência. Artemd. 2 °. Porto Alegre. 2017.



DSM-5. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais. [Recurso eletrônico]. [American Psychiatric Association; Tradução: Maria Inês Corrêa Nascimento et al.] ; revisão técnica: Aristides Volpato Cordioli ...[et al.]. – 5. ed. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre: Artmed, 2014.



FRIEDBERG, R. D; McCLure, J. M. A prática cognitiva na infância e na adolescência. Artemd. 2 °. Porto Alegre. 2017.


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